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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

part 19 - Claves de Dó

Claves de Dó

Além das claves de Sol e Fá, existe também a clave de Dó na 1ª linha (a 1ª linha equivale a um Dó), Dó na 2ª linha, Dó na 3ª linha e Dó na 4ª linha. Destas, as que usamos de forma mais comum são as de Dó na 3ª linha (para a viola) e Dó na 4ª linha (violoncelo, fagote, entre outros, para as notas agudas.)

No exemplo abaixo, vemos as notas na clave de Dó na 3ª linha:

O Dó da linha central é o Dó central do piano.

Nota: Estas claves também são muito comuns na música vocal antiga.

part 18- Armadura de Clave

Armadura de Clave

De forma a reduzir o número de acidentes no momento de escrever a música, recorremos ao uso de Armaduras de Clave. Estes acidentes, escritos entre a clave e a fórmula de compasso, afetam todas as notas correspondentes à posição em que eles estão, através de toda a música, incluindo as outras oitavas.

No exemplo abaixo, todos as notas Fá e Dó, serão tocadas com sustenidos. O Sol do primeiro compasso também é sustenido, e o Dó do segundo compasso é natural devido ao bequadro. O último Sol não precisa do bequadro, já que o sustenido estava no compasso anterior, mas às vezes ele á escrito por segurança:

Aescala maior de Dó e a escala menor natural de Lá, não possuem nenhuma nota alterada. Mas para se construir estas escalas, começando em quaisquer outras notas, é necessário que se altere (através do uso de acidentes) uma ou mais notas. Por exemplo, na escala de Sol Maior é necessário alterarmos a nota Fá com um sustenido. Se quisermos compor uma melodia em Sol maior, deveremos alterar todas as notas Fá. Para evitar que tenhamos que escrever tantos acidentes, usamos as armaduras de clave.

A armadura de clave é colocada no início de cada pauta, entre a clave e a fórmula de compasso.

No fragmento melódico acima todas as notas Fá são sustenidos. Se quisermos escrever um fá natural, devemos colocar o sinal de bequadro antes da nota.

As escalas com sustenidos em sua armadura de clave são as seguintes:

As escalas com bemóis em sua armadura de clave são as seguintes:

part 17 - Acidentes

Acidentes

Qualquer uma das sete notas pode ser alterada de forma ascendente ou descendente, usando-se os Acidentes.

A altura, ou freqüência sonora de qualquer uma das sete notas pode ser alterada de forma ascendente ou descendente com um símbolo de Acidente, conforme abaixo:


Na escrita musical, um acidente altera todas as notas do mesmo nome e na mesma oitava dentro de um compasso. No exemplo abaixo a segunda nota sol também será tocada com a alteração. Se quiséssemos que ela fosse tocada natural, teríamos que colocar junto a ela um sinal de bequadro.

part 16 - Compassos Simples e Compostos

Compassos Simples e Compostos

Os compassos que vimos até agora são chamados de Compassos Simples. Nos compassos simples, cada unidade de tempo é subdividida em duas metades (por exemplo, uma semínima é dividida em duas colcheias).

Porém, nos Compassos Compostos, a unidade de tempo é dividida em três.

Alguns pontos importantes que devemos considerar com relação a estes compassos são:

I. Reconhecemos os compassos compostos porque o número superior da fórmula de compasso é 6, 9 ou 12.
II. Obtemos quantidade de tempos por compasso dividindo número superior da fórmula de compasso por 3. Por exemplo, em um compasso 6/8 o compasso tem 2 tempos (6 dividido por 3).
III. Precisamos acrescentar um ponto de aumento às figuras que ocupam a unidade de tempo.
IV. O número inferior da fórmula de compasso indica a figura que ocupa um terço do tempo. Por exemplo, em um compasso 6/8 a colcheia ocupa um terço do tempo, uma vez que a unidade de tempo é ocupada por três colcheias ou uma semínima pontuada.

A tabela abaixo resume estes pontos:


Um exemplo de compasso composto:

part 15 - Pausas

Pausas

Cada figura musical tem símbolo correspondente que se usa para representar um silêncio da mesma duração. Esses símbolos são chamados Pausas.

part 14- Unidade de Tempo e de Compasso

Unidade de Tempo e de Compasso

Damos o nome de Unidade de Tempo à figura musical que ocupa um tempo inteiro e de Unidade de Compasso à figura musical que ocupa um compasso inteiro. No exemplo abaixo podem ser vistos alguns exemplo de compassos mais comuns.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

part 13 - Ligadura

Ligadura

Podemos ligar o valor de uma figura musical a outra figura, unindo-as por uma Ligadura.

Neste exemplo, o segundo compasso é equivalente ao primeiro.

part 12 - Ponto de Aumento

Ponto de Aumento

Adicionando um ponto ao lado de uma figura musical, aumentamos seu valor em metade do seu valor atual:



part 11- Compassos

Compassos

Freqüentemente podemos identificar padrões rítmicos nas músicas que ouvimos. Geralmente somos capazes de agrupar estes ritmos em grupos de 2, 3 ou 4 tempos ou pulsações.

Por exemplo, quando ouvimos uma valsa, sentimos um padrão rítmico de 3 tempos. Durante todo o decorrer da música podemos sentir que os padrões rítmicos estão baseados neste 1,2,3.

Existem compassos de 2, 3 e 4 tempos. Embora não seja muito comum, também podemos encontrar compassos de 5 e de 7 tempos. Para indicar o compasso, usamos duas coisas: a Fórmula de Compasso e as Barras de Compasso.

Fórmula de Compasso

A fórmula de compasso é indicada no início da música por dois números.

O número superior mostra a quantidade de tempos no compasso, sendo três no caso acima.

O número inferior indica a Figura musical que valerá um (unidade de tempo). Na tabela abaixo você poderá ver a relação entre números e figuras musicais.



Portanto, a fórmula de compasso indica que o compasso tem 3 tempos e que cada tempo é ocupado pela Semínima. Note que o número quatro indica a Semínima, porque ela vale 1/4 da Semibreve, que é utilizada como base.

Freqüentemente usamos os símbolos e para indicar os compassos 4/4 () e 2/2 ().


Barras de Compasso

Para facilitar a leitura, separamos os compassos com linhas verticais que recebem o nome de Barras de Compasso.

Neste exemplo, temos compassos de dois tempos, em que cada tempo é ocupado por uma Semínima.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

part 10 - Figuras musicais

Notação Rítmica

Já sabemos como determinar a nota que será executada, mas como podemos determinar a sua duração?
Para que possamos compreender isso, devemos conhecer as Figuras Musicais e as Fórmulas de Compasso.
Figuras Musicais

As figuras musicais nos permitem especificar a duração do som. Na tabela abaixo podemos ver as figuras musicais, seus nomes e seus valores relativos:




Conforme podemos observar, cada figura dura o dobro do tempo da figura seguinte e metade do tempo da anterior. Por exemplo, neste pequeno fragmento musical podemos ouvir dois padrões rítmicos diferentes. O som mais agudo (um som de piano) é formado por 4 Semínimas e o som mais grave (um som de percussão) por 2 Mínimas. Como a duração de cada semínima é a metade de uma mínima, ouvimos duas semínimas para cada mínima.

Mas antes de podermos ler corretamente, temos que conhecer o conceito de compasso

Nota: Quando escrevemos colcheias, semicolcheias, fusas e semifusas, costuma-se agrupar o colchete de todas as figuras que fazem parte de um tempo, para facilitar a leitura. Exemplos:



Partes da Figura Musical

part 9 - Clave de Sol e Clave de Fá

Clave de Sol e Clave de Fá

Combinando um pentagrama com a Clave de Sol e outro com a Clave de Fá podemos escrever qualquer nota, desde a mais grave até a mais aguda:



O último Dó da Clave de Fá (o mais agudo) e o primeiro Dó da Clave de Sol são a mesma nota. É o Dó central.

Normalmente se escreve a música para piano usando uma pauta com a Clave de Sol e outra com a Clave de Fá.

part 8 - Memorizando as Notas

Memorizando as Notas

Para se ler música é essencial poder reconhecer rapidamente a nota que corresponde a cada espaço e linha da pauta. Este objetivo pode ser alcançado com muita prática e paciência.

Contudo, de início, pode ajudar se memorizarmos a ordem das notas nos espaços a nas linhas. Por exemplo, na Clave de SOL, as notas sobre as linhas são Mi, Sol, Si, Ré e . Sobre os espaços as notas são Fá, Lá, Dó e Mi.

Na Clave de Fá, as notas são:

part 7 - Clave de Fá

Clave de Fá

No exemplo abaixo, podemos ver as notas musicais representadas por cada uma das linhas e espaços da pauta com a Clave de Fá, incluindo linhas suplementares.

A nota Dó aguda, que aparece na primeira linha suplementar superior, corresponde ao Dó central do piano.

part 6 - Linhas Suplementares

Linhas Suplementares

Além dos espaços e linhas da pauta, podemos também acrescentar para poder escrever notas mais agudas ou graves.

A nota Dó na primeira linha suplementar inferior, corresponde ao Dó central do piano.

Part 5 - clave de SOL

Clave de Sol

No exemplo abaixo, podemos ver as notas representadas por cada uma das linhas e espaços da pauta com a Clave de Sol. Note que a primeira linha (a linha inferior) corresponde à nota Mi e o primeiro espaço à nota Fá. Em outras palavras, as notas na pauta (linha-espaço-linha...) seguem a ordem natural (Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si). Pode-se também escrever abaixo da primeira linha (linha inferior) e acima da quinta (linha superior).

part 4 - Como surgiram os nomes das notas

Como surgiram os nomes das notas:

Consta que foi Guido D'Arezzo, célebre músico do século XI, quem deu nomes aos sons musicais aproveitando a primeira sílaba de cada verso do seguinte hino à São João Batista:


A tradução poética foi feita de forma que as sílabas iniciais fiquem conforme os nomes das notas que utilizamos, para que possamos compreender melhor a ideia da utilização deste poema.

Outro fato interessante é que a cada verso o tom era aumentado para o grau seguinte da escala musical, o que facilitava ao estudante a compreensão do nome da nota em relação ao tom correspondente.

A palavra Ut ainda é usado na Franca. Mas, como ela era difícil de ser falada, principalmente nos exercícios de solfejo, foi mudada para um som mais suave e acabou ficando a palavra . Esta mudança foi estabelecida teóricamente por Giovanni Maria Bononcini e seu tratado "O Músico Perfeito", publicado em 1673.

O Si foi formado da primeira letra de Sancte e da primeira de Ioannes, que era a grafia latina para o nome João.

Um coral de meninos daquela época costumava, antes de suas exibições em público, cantar este hino, pedindo com fé a São João Batista que protegesse suas cordas vocais.

part 3 - Nome das notas

Nome das notas

Antes de ver como se escreve as notas musicais na pauta, vamos lembrar a sua ordem e seus nomes.

Nosso sistema musical tem 7 notas. A ordem é Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si (*). Estas notas correspondem às teclas brancas (naturais) do piano (**):

(*) Nota: Os nomes das notas podem ser representados por letras, respectivamente, C, D, E, F, G, A, e B. Esta nomenclatura usando letras é largamente utilizada nos Estados Unidos e alguns países da Europa.

(**) Para mais informações sobre as teclas brancas e pretas do teclado, veja o tópico Tons e Semitons.

part 2 - Claves

Claves

Em qualquer pentagrama, o primeiro sinal que encontramos é uma clave.

Existem várias claves, porém as mais utilizadas são a Clave de Sol:

e a Clave de Fá:

A Clave de Sol é usada por instrumentos mais agudos, como o violino, a flauta, o trompete e também por instrumentos não tão agudos, como o violão. A Clave de Fá, que é usada por instrumentos mais graves, como o contrabaixo, o violoncelo, o fagote e o trombone.

Quando estamos lendo a música, é importante observar o tipo de clave para poder identificar corretamente as notas.

part 1 - Pauta

PAUTA

Usamos a Pauta ou Pentagrama(*) para escrever música:


Escrevemos as figuras musicais tanto nas linhas como nos espaços da pauta:


Dependendo da posição das figuras sobre a pauta podemos conhecer a nota que elas representam.


(*) Nota: A palavra pentagrama é de origem grega: penta significa cinco e grama significa escrita.